Se "eles fossem sinceros...
Contratamos a vidente Madame Xakira para ler os pensamentos de alguns possíveis pré-candidatos a prefeito de Araruama
Fé demais não cheira bem
Em ano de eleição, fanático é o que não falta por aqui. Conheça as novas seitas de Araruama.
Por uma Araruama mais saudável
O Dr. José Roberto fala sobre o cenário médico local relacionado à ortopedia, sua especialidade.
Perdoem-me o desgosto... está insuportável!
Em forma de desabafo, o Rev. Caio Fábio publica texto em seu blog analisando o atual evangelicalismo nacional.
Ronald Rios, do CQC, em Araruama
O mais novo repórter do programa “CQC”, da Band, esteve em Araruama para participar de uma gravação.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Entrevista com a Primeira Dama do município de Araruama, Paula Pêgas.
18:58
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Entrevista com a Primeira Dama do município de Araruama, Paula Pêgas.
Em cinco anos você tornou-se esposa do prefeito de uma outra cidade, além de mãe do João. Como foi, para você, processar esta sequência tão rápida de eventos marcantes?
Minha vinda para Araruama me fez acreditar que essa história de traçar planos na vida nem sempre funciona, já que Deus sabe do nosso futuro muito antes dos nossos planos.A mudança radical me assustou, no começo. Morava no Rio, cidade agitada, trabalhava com assessoria de moda e, do nada, vir para uma cidade calma, casar com o prefeito, ter um filho... Mudou tudo. Mas Araruama é tão acolhedora! Fiz amigos maravilhosos. Estou trabalhando com o que eu gosto. Pude ajudar tanta gente. Hoje eu estou totalmente adaptada ao ritmo da cidade. E amando estar aqui.
Você tem uma rotina totalmente diferente daquela que é comum a das mulheres araruamenses. Seu marido é prefeito, trabalha de 2ª a domingo, mais de doze horas por dia. E como secretária depolitica social, principalmente por ser a SEPOL, você também tem um horário puxado. Sem contar que acompanha seu marido em eventos dentro e fora da cidade e, não menos importante, ainda tem que cuidar do seu filho pequeno. Como você consegue administrar o caos?
Confesso que é uma rotina puxada. Sorte que sou tão elétrica quanto esta minha vida. Sem contar que mulher tem dessas coisas: fazemos o possível e o impossível. Além do expediente na SEPOL, sou dona de casa, como todas as outras, cuidando das compras do mercado, pagando as contas de banco. Enfim, a gente se acostuma. Não tem como ser diferente.
Às vezes rola uma certa culpa de mãe pelo fato de que você, por conta dos compromissos políticos que a carreira de seu marido impõe, não tem todo o tempo do mundo para estar junto com seu filho?
Por muitas vezes me culpei por isso. Depois priorizei meus poucos momentos com meu filho. Agora, quando estou com ele, é só com ele. Dei qualidade a esses momentos e vi que, apesar do pouco tempo, ficou mais intensa a relação mãe e filho. Com isso, nos tornamos grandes amigos.
Duas características suas logo chamam a atenção de quem, pela primeira vez, conversa com a Primeira-Dama: a simplicidade e a simpatia da Paula. Quais as coisas que tiram você do sério?
Agradeço os elogios. Na verdade eu não consigo ser “menos” Paula. O eventual glamour do cargo de Primeira Dama, não me afeta. É o meu trabalho, e ele também me dá a possibilidade de poder ajudar meu marido a realizar um grande governo. Quanto ao que tira do sério, a lista não é pequena: falsidade, mentira, hipocrisia, arrogância. Acho que a vida é curta de mais para vivermos de aparência e com “o rei na barriga”. O mundo evoluiu, e ainda vejo pessoas pensando tão pequeno. Uma pena.
A SEPOL é, por conta do atendimento direto à população mais carente, a mais “política” de todas as secretarias de governo. No entanto, ao invés de se promover politicamente através do seu trabalho, você insiste em manter uma postura discreta em relação à mídia. Explique esta contradição.
Nunca fiz nada na minha vida em que não acreditasse realmente. E na SEPOL não seria diferente. Estou 100% comprometida com os objetivos sociais da Secretaria. Tenho junto comigo uma equipe maravilhosa que me motiva a fazer mais e melhor a cada dia. Afinal, lidamos com gente. Muito mais do que trabalho, eu encaro a política social como uma filosofia de vida. Por isso não seria justo me promover em cima disso. Quando eu chego em casa, depois de exaustivas horas de atendimento, tomando conhecimento dos mais diferentes problemas que angustiam aquelas pessoas que não têm a quem recorrer, tenho a exata noção do quanto estou envolvida e de que forma certas situações me sensibilizam. Mas, em contrapartida, as soluções são gratificantes. Mães que entram em minha sala chorando, e saem sorrindo, aliviadas.
Apesar de muito jovem, você está sendo desafiada a resolver problemas que são consequência de décadas de políticas públicas equivocadas. E por conta das limitações orçamentárias, eles serão sempre infinitamente superiores às possibilidades de solução. Como você consegue conviver, dia após dia, com esta sensação de estar enxugando gelo?
Infelizmente a desigualdade social, que é um problema mundial, também é visível em nosso município. E as conseqüências dela têm que ser enfrentadas pelo poder público, com ações sociais como as que desenvolvemos aqui. E apesar do nosso empenho, sabemos que é uma luta desigual. Lidamos com verbas limitadas. E festejamos cada uma das nossas pequenas vitórias.
Qual ação de governo, envolvendo sua secretaria, deixou você mais orgulhosa?
Sou fã do meu marido, André Mônica, e visto com orgulho a camisa do governo. Tenho muito carinho pelas reformas que foram feitas em escolas antes abandonadas. Na época da campanha, quando eu acompanhava o então candidato a prefeito, registrando em vídeo o depoimento das pessoas que moravam nos mais diversos pontos da cidade, eu pude conhecer a realidade anterior. E o que representam para essas pessoas as praças, postos de saúde e escolas, naqueles lugares antes esquecidos. Sem falar da Av. Gladstone de Oliveira, a UPA, a reurbanização da área de entorno do Canal do Peixe, incluindo a reforma do histórico Mercado Municipal. Apesar da imensidão do seu território, e dos problemas causados por décadas de abandono, está sendo construída uma nova Araruama. E eu me sinto muito feliz por estar de alguma forma contribuindo para a realização deste sonho.
O DIA EM QUE O BAIACU FOI PARAR NA DELEGACIA
18:55
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Entrevista com o professor e poeta Wellington Costa de Melo
1)Como foi a experiência de um dia acordar com o seu rosto estampado em 10 mil exemplares do jornal que foi distribuído, além de Araruama, em Bacaxá e Saquarema?
Foi fantástica. Parecia que todo mundo tinha visto o Baiacu e se encantado com ele. As pessoas me abordavam, na rua, sempre com muito carinho e respeito. De um momento para o outro, eu virei amigo de todo mundo. Tive minhas poesias divulgadas em jornais e programas de rádio.
2) Mas você e o BAIACU foram parar na delegacia...
Chato, né? O Arlindo brandindo o Baiacu e dizendo que eu ficava incomodando ele com meus telefonemas.
Foram os piores momentos da minha vida. Sozinho naquela delegacia, eu senti muito medo. E revolta, porque compreendi que estava ali tão somente porque alguém tinha poder para me humilhar. E o fato de que eu não havia feito nada, não adiantava coisa alguma. Mas logo depois, graças a Deus, chegou o pessoal da imprensa (O Carapeba, o Baiacu, o Hora Certa, o Lemos e o Jornal da Cidade). E eles trouxeram com eles um advogado, o Dr. Nirello, para acompanhar meu depoimento. Em seguida eu participei de uma entrevista coletiva, ali mesmo na delegacia, que foi registrada em vídeo. Mas isso é página virada. Sou católico praticante. Se eu guardasse rancor e cultivasse o ódio, eu não seria diferente deles.
1)Como foi a experiência de um dia acordar com o seu rosto estampado em 10 mil exemplares do jornal que foi distribuído, além de Araruama, em Bacaxá e Saquarema?
Foi fantástica. Parecia que todo mundo tinha visto o Baiacu e se encantado com ele. As pessoas me abordavam, na rua, sempre com muito carinho e respeito. De um momento para o outro, eu virei amigo de todo mundo. Tive minhas poesias divulgadas em jornais e programas de rádio.
2) Mas você e o BAIACU foram parar na delegacia...
Chato, né? O Arlindo brandindo o Baiacu e dizendo que eu ficava incomodando ele com meus telefonemas.
Foram os piores momentos da minha vida. Sozinho naquela delegacia, eu senti muito medo. E revolta, porque compreendi que estava ali tão somente porque alguém tinha poder para me humilhar. E o fato de que eu não havia feito nada, não adiantava coisa alguma. Mas logo depois, graças a Deus, chegou o pessoal da imprensa (O Carapeba, o Baiacu, o Hora Certa, o Lemos e o Jornal da Cidade). E eles trouxeram com eles um advogado, o Dr. Nirello, para acompanhar meu depoimento. Em seguida eu participei de uma entrevista coletiva, ali mesmo na delegacia, que foi registrada em vídeo. Mas isso é página virada. Sou católico praticante. Se eu guardasse rancor e cultivasse o ódio, eu não seria diferente deles.
Chapeuzinho Vermelho visita Araruama
18:53
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Se a história da Chapeuzinho Vermelho fosse verdadeira e tivesse acontecido em Araruama, como a imprensa local iria veicular a notícia?
*Programa de rádio da oposição em Araruama*
“Pasmem senhoras e senhores! Cadê esse prefeito que deixou a chapeuzinho ser engolida, assim!??? Não bota segurança na cidade não, hem??? Ah, tem foto do lobo aí? Humm... nossa, por onde anda essa fera, hem? Alto, forte... Quero conhecer...”
*Programa de rádio da situação em Araruama*
“Vamos deixar um abraço aqui do nosso prefeito pra Chapeuzinho, ôooo Chapeuzinho, gente boooua, lá de Morro Grande. Alô Morro Grande, nosso prefeito daqui a pouco vai estar aí com a comunidade!”
*Jornais “vendidos”/“comprados”*
- Araruama vive o pior momento da história na questão da devoração de criancinhas
- Araruama vive o melhor momento da história no combate aos lobos maus
*Revista O CARAPEBA*
800% menos lobos na cidade - Aqui é assim: Prefeito mata o lobo e mostra o... índice de desenvolvimento da FIRJAN
*Programa de rádio da oposição em Araruama*
“Pasmem senhoras e senhores! Cadê esse prefeito que deixou a chapeuzinho ser engolida, assim!??? Não bota segurança na cidade não, hem??? Ah, tem foto do lobo aí? Humm... nossa, por onde anda essa fera, hem? Alto, forte... Quero conhecer...”
*Programa de rádio da situação em Araruama*
“Vamos deixar um abraço aqui do nosso prefeito pra Chapeuzinho, ôooo Chapeuzinho, gente boooua, lá de Morro Grande. Alô Morro Grande, nosso prefeito daqui a pouco vai estar aí com a comunidade!”
*Jornais “vendidos”/“comprados”*
- Araruama vive o pior momento da história na questão da devoração de criancinhas
- Araruama vive o melhor momento da história no combate aos lobos maus
*Revista O CARAPEBA*
800% menos lobos na cidade - Aqui é assim: Prefeito mata o lobo e mostra o... índice de desenvolvimento da FIRJAN
O Entelequitoal - Seu Hélio
18:51
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A opinião abalizada de um dos maiores nomes do jornalismo araruamenseAlém de ser o diretor-presidente do O CARAPEBA e o maior capinador de terrenos da cidade, Seu Hélio agora assina mais uma coluna nessa agora revista, falando de assuntos que ninguém quer mais saber e se achando intelectual. Mas como é ele que manda aqui, vamos fingir que está tudo ótimo, ok?
P.S.: Para quem não sabe, ele não aceita revisão em seus textos. Nem a do Word. Vai in natura assim mesmo.
AS LEI DU MERCADU
Aki entri a jenti istou pençano tomeim im vim candidatu a prefeitu, já qui u Mera não veim i era u unicu qui mi faiz concorrença im termus di competensa, i vo botá um funçonariu meu di cunfianssa pra vim di veriado. U pobrema é qui achu qui agora dizi qui mudo a lei i todu candidatu pricissa se donu di mercadu pra concorre a prefeitu, vo te qui abri um tamem. Pelu menus si eu perde a eleissao eu ganio di qalquer geito vendeno cumida bem cara pru povo.
ENVAZÃO DI PRIVASSIDADI
O açunto du momemtu é as fota qui saiu amostrano a priquita da
Carulina Diquima. A pobrizinia deu moli i os safadu saiu ispaliando tudu na internetia. Acontesseu a meisma coiza ni Araruama cum um puliticu da sidade qui tiro um raio chix das parti intima do bingulim mais tinha tanto puchassaco pindurado qui num deu pra vê nada i dipois jogaro na internetia.
MIM IMITARO
Comu todus vosseis sabi istou paçano uma serta dilfilcudade finanssera pelu fatu di istar cum poco diniero utimamenti. Nihum puliticu quis compra u meu paçe mermu eu istano mi vendeno na promossaum. Istou arresoveno u qui vo faze pra arruma um diniero. Pençei im monta uma lanxoneti festifúdi aqui ni Araruama mais mim diçero qui já vai abri uma inguausinha intão dechei pra lá.
MEIS DAS MÃE TAMEM
Quiria tomem umenajiar u meiz dais mãe, pubricano a fota da sinhora minia mãe dona Heliogina, qui nu auto dus seus 118 ano cuntinua firmi i forti tocano zaraia lá ni Uruburetama minia sidadi natau. Ela é DJ de fanque do baili dos crube i agoura vai si caza di novu cum um rapaiz mutio maiz novu qui tem indade pra cer netu dela di apenas 85 ano. Parabem mamai.
MEIS DAS NOIVA
Nece meis dais noivaz eu quiria faze um omenaje a minia filha Heliodoroteia qui é noiva a maiz de 30 ano qui ela istá pronta pra cazá i só istá percurano um noivu qui ceja rico i bunitio. Si não for ricu nem bunitu num tem poblema, mas pelu menu teim qui istar vivo e cum o corassao bateno.
Causos & Lendas - "A História do Lobisomem da Pernambuca"
18:40
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“Numa noite ouvi um ronco, estava com meus cinco irmãos e meu pai falou:
- Pela roncaria, deve ser lobisomem.
O gato preto entrou pela casa adentro e correu pra debaixo da cama (tarimba). Subimos todos em cima dela. O lobisomem entrou debaixo da cama querendo agarrar o gato. Com o peso, ela quebrou e caiu todo mundo em cima do lobisomem, que saiu correndo porta afora.
Nesta noite ninguém dormiu, amanhecemos em claro.
Nunca mais o lobisomem apareceu.”
(Relato do Sr. Abílio Índio, no programa “Praia Seca de Todos os Tempos”, do dia 30 de junho de 2011, sobre o fato ocorrido na Pernambuca)
Nota da redação: Deve estar com dor nas costas até hoje, e acredita-se na aposentadoria do bicho, pois desde esse dia ninguém mais ouviu falar dele.
- Pela roncaria, deve ser lobisomem.
O gato preto entrou pela casa adentro e correu pra debaixo da cama (tarimba). Subimos todos em cima dela. O lobisomem entrou debaixo da cama querendo agarrar o gato. Com o peso, ela quebrou e caiu todo mundo em cima do lobisomem, que saiu correndo porta afora.
Nesta noite ninguém dormiu, amanhecemos em claro.
Nunca mais o lobisomem apareceu.”
(Relato do Sr. Abílio Índio, no programa “Praia Seca de Todos os Tempos”, do dia 30 de junho de 2011, sobre o fato ocorrido na Pernambuca)
Nota da redação: Deve estar com dor nas costas até hoje, e acredita-se na aposentadoria do bicho, pois desde esse dia ninguém mais ouviu falar dele.
coluna OPINIÃO - "Herança Maldita"
18:38
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por Léo Anelhe - Jornalista
Sempre fez parte da cultura de Araruama as fofocas abordando erros dos governos municipais, referendadas na famosa “esquina da boca maldita”. Hoje a coisa entrou na era virtual e surgiram as redes sociais, que também se propõem a resolver os problemas da cidade, comentando desacertos dos governos.
Concordo que há de se fazer correções no rumo, entretanto, a bem da verdade, essas lambanças que se tentam corrigir, tais como: lagoa poluída, condomínio industrial “esquecido”, ruas das periferias abandonadas, e tantos erros, só aconteceram porque houve falta de planejamento. Esses “líderes” do passado esqueceram que a cidade ia crescer e seria necessário ordenar as coisas, mas o tempo passou... que descansem em paz.
Quando pesquisamos para obter conteúdo para o nosso livro “Todas Cores da Política de Araruama), ouvimos opiniões da comunidade. E o que mais nos surpreendeu é que nenhum daqueles que governaram de 1973 a 2008 ouviram os anseios reais do povo, sempre prevaleceram os interesses próprios ou de seus grupos, nenhum deles ouviu a população. E mais, suas lideranças eram sustentadas por grupos que defendiam seus interesses, e não os do povo. Para citar um exemplo, em conversa com o então Prefeito Chiquinho da Educação, perguntei se não seria interessante ser estabelecida uma forma de fazer um orçamento participativo para ouvir o povo, sua resposta foi seca: “o povo não está ainda preparado”. Então, tá...
Hoje, somos um município que cresceu, porém carece de infraestrutura. E não se deve atribuir ao atual Prefeito tudo de errado, porque herdou uma herança maldita. Só, que a bem da verdade, ela foi deixada por alguns de seu próprio grupo.
Sempre fez parte da cultura de Araruama as fofocas abordando erros dos governos municipais, referendadas na famosa “esquina da boca maldita”. Hoje a coisa entrou na era virtual e surgiram as redes sociais, que também se propõem a resolver os problemas da cidade, comentando desacertos dos governos.
Concordo que há de se fazer correções no rumo, entretanto, a bem da verdade, essas lambanças que se tentam corrigir, tais como: lagoa poluída, condomínio industrial “esquecido”, ruas das periferias abandonadas, e tantos erros, só aconteceram porque houve falta de planejamento. Esses “líderes” do passado esqueceram que a cidade ia crescer e seria necessário ordenar as coisas, mas o tempo passou... que descansem em paz.
Quando pesquisamos para obter conteúdo para o nosso livro “Todas Cores da Política de Araruama), ouvimos opiniões da comunidade. E o que mais nos surpreendeu é que nenhum daqueles que governaram de 1973 a 2008 ouviram os anseios reais do povo, sempre prevaleceram os interesses próprios ou de seus grupos, nenhum deles ouviu a população. E mais, suas lideranças eram sustentadas por grupos que defendiam seus interesses, e não os do povo. Para citar um exemplo, em conversa com o então Prefeito Chiquinho da Educação, perguntei se não seria interessante ser estabelecida uma forma de fazer um orçamento participativo para ouvir o povo, sua resposta foi seca: “o povo não está ainda preparado”. Então, tá...
Hoje, somos um município que cresceu, porém carece de infraestrutura. E não se deve atribuir ao atual Prefeito tudo de errado, porque herdou uma herança maldita. Só, que a bem da verdade, ela foi deixada por alguns de seu próprio grupo.
Guia de TV em Araruama
18:37
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“Causos” de Família
Talk-show. O programa recebe familiares, amigos e até mesmo inimigos que têm algum conflito ou questão para ser resolvida. Baseado nos conflitos interpessoais que acontecem entre membros da mesma família e/ou políticos locais. E no final, o pau quebra.
Avenida G.Vargas
Intrigas e romance na história da nova novela das 21h. Essa trama revolucionária na teledramaturgia brasileira é parecida com a da novela mexicana “Betty, a Feia”. A diferença é que a protagonista é uma praça que demora muito a ser reformada. A espera é tanta que a novela acabou virando série, com várias temporadas. O problema é que nesse meio tempo ninguém consegue mudar de canal; ou de calçada. O episódio final está sendo mais aguardado do que o da série americana Lost. Uns torcem para ser horrível, outros apostam no sucesso total.
As Araruamenses
Lindas (na maioria das vezes), batalhadoras (em grande parte das vezes), divertidas (muitas vezes) e sensíveis (de vez em quando). Elas são isso tudo e muito mais! Na série As Araruamenses, você vai conhecer o charme e o talento de mulheres únicas, representadas de Praia Seca à Morubaí. Próximos episódios:
A mascarada da Pontinha
A apaixonada do Buraco do Pau
A internauta da Vila Capri
A selvagem da Boa Perna
A perseguida do Mataruna
A fofoqueira do XV de Novembro
Os caras de pauSérie. O programa traz uma visão bem humorada do cotidiano de vários candidatos a vereador em Araruama, que a cada quatro anos mudam de personalidade e partido, e se tornam as pessoas mais íntegras do planeta. Muita confusão em histórias pra lá de engraçadas.
Malhação AMIntrigas e romance entre radialistas na história da novelinha das 17h. Na rádio Malhação no Sol AM, o dia-a-dia dos radialistas é entremeado por crises histéricas, erros de português, excessos de bajulação e outras maluquices.
Talk-show. O programa recebe familiares, amigos e até mesmo inimigos que têm algum conflito ou questão para ser resolvida. Baseado nos conflitos interpessoais que acontecem entre membros da mesma família e/ou políticos locais. E no final, o pau quebra.
Avenida G.Vargas
Intrigas e romance na história da nova novela das 21h. Essa trama revolucionária na teledramaturgia brasileira é parecida com a da novela mexicana “Betty, a Feia”. A diferença é que a protagonista é uma praça que demora muito a ser reformada. A espera é tanta que a novela acabou virando série, com várias temporadas. O problema é que nesse meio tempo ninguém consegue mudar de canal; ou de calçada. O episódio final está sendo mais aguardado do que o da série americana Lost. Uns torcem para ser horrível, outros apostam no sucesso total.
As Araruamenses
Lindas (na maioria das vezes), batalhadoras (em grande parte das vezes), divertidas (muitas vezes) e sensíveis (de vez em quando). Elas são isso tudo e muito mais! Na série As Araruamenses, você vai conhecer o charme e o talento de mulheres únicas, representadas de Praia Seca à Morubaí. Próximos episódios:
A mascarada da Pontinha
A apaixonada do Buraco do Pau
A internauta da Vila Capri
A selvagem da Boa Perna
A perseguida do Mataruna
A fofoqueira do XV de Novembro
Os caras de pauSérie. O programa traz uma visão bem humorada do cotidiano de vários candidatos a vereador em Araruama, que a cada quatro anos mudam de personalidade e partido, e se tornam as pessoas mais íntegras do planeta. Muita confusão em histórias pra lá de engraçadas.
Malhação AMIntrigas e romance entre radialistas na história da novelinha das 17h. Na rádio Malhação no Sol AM, o dia-a-dia dos radialistas é entremeado por crises histéricas, erros de português, excessos de bajulação e outras maluquices.
Se eles fossem sinceros...
18:23
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| Madame Xakira ficou boladona de tanto olhar pra bola de cristal e ver o que vai acontecer nos próximos meses por aqui |
"Amigo araruamense, há anos eu trabalho por essa cidade. Se mesmo assim, você acha que eu nunca fiz nada, não trouxe nada, acredita que a cidade está um caos, vai pro rádio me pichar e coisas do tipo, e nada do que eu possa tentar te provar irá te convencer do contrário, então, pelo menos acredite nisso: nada é tão ruim que não possa piorar bastante. Por isso, recomendo que você acabe por votar em mim mesmo. Com certeza vai ser daí pra melhor. Dessa vez, minha proposta é de, antes de iniciar o mandato em 2013, revogar a Lei de Murphy, que tanto tem atrapalhado a nossa cidade nos últimos anos."
Amigo eleitor, para início de conversa, eu sou rico. Pra mim mesmo, não preciso roubar. Já tenho tudo o que o dinheiro pode comprar. Menos o seu voto, por enquanto. E aí, vamos conversar? Até porque eu não estou a fim de perder tempo. Meus assessores me falaram que se dessa vez eu não comprar votos, eu perco de novo. E eles estão doidos pra tomar conta dessa cidade. Ah, e se isso não te convence, não se esqueça que eu sou quase um santo! Pelo menos, todo mundo aqui fala isso.
Amigos, descobri que não tenho vocação pra vice. Tentei durante um tempo, mas não dá. Não é a minha praia. Afinal, sou flamenguista de coração. Peço o seu voto para poder largar dessa minha vida e melhorar a sua. Vote em mim!
Oi. Meu irmão pediu pra avisar que eu quero muito ser prefeito. Me ajuda aí. Queria aproveitar o espaço pra anunciar amanhã a nossa Feirinha na promoção, tudo fresquinho e barato, não perca!
Editorial - Edição 16: Jornaleco nunca mais!
18:12
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Mais uma vez, O CARAPEBA tenta inovar e busca fugir do rótulo de “jornal” para virar revista. Nada mais lógico e oportunista. Afinal, temos uma desculpa para mascarar o fato de não termos desculpa nenhuma para isso, dentro dos quatro critérios típicos a que atendem os jornais:
• Abrangência: seus conteúdos são razoavelmente acessíveis ao público em geral. (é bem verdade que um monte de gente entende tudo errado o que lê aqui, ou finge que não entende),
• Periodicidade : são publicados a intervalos regulares. (Pelo menos agora sai todo mês, mas sempre atrasado ou adiantado. E quando cisma, sai de 15 em 15 dias sem avisar a ninguém),
• Atualidade: suas informações são atuais (a gente às vezes dá notícias do futuro, passando por cima desse negócio de atualidade),
• Universalidade: cobrem um amplo número de assuntos. (a gente só fala do que tem a ver com Araruama)
E, vamos combinar, quer coisa mais “queimada” que jornal local? Até Papai Noel e o coelho da Páscoa têm mais credibilidade...
Na prática, nada mudou. O CARAPEBA continua o mesmo. Pra não dizer que está tudo igualzinho, só demos férias para o nosso modelo exclusivo. Em breve, explicaremos o motivo. Para fazer jus à tamanha ausência, nas próximas edições contaremos com a beleza de algumas modelos de nossa cidade e região, emolduradas por nossas belíssimas paisagens. Boa leitura, e depois entre no site, que agora tem conteúdo inédito.
• Abrangência: seus conteúdos são razoavelmente acessíveis ao público em geral. (é bem verdade que um monte de gente entende tudo errado o que lê aqui, ou finge que não entende),
• Periodicidade : são publicados a intervalos regulares. (Pelo menos agora sai todo mês, mas sempre atrasado ou adiantado. E quando cisma, sai de 15 em 15 dias sem avisar a ninguém),
• Atualidade: suas informações são atuais (a gente às vezes dá notícias do futuro, passando por cima desse negócio de atualidade),
• Universalidade: cobrem um amplo número de assuntos. (a gente só fala do que tem a ver com Araruama)
E, vamos combinar, quer coisa mais “queimada” que jornal local? Até Papai Noel e o coelho da Páscoa têm mais credibilidade...
Na prática, nada mudou. O CARAPEBA continua o mesmo. Pra não dizer que está tudo igualzinho, só demos férias para o nosso modelo exclusivo. Em breve, explicaremos o motivo. Para fazer jus à tamanha ausência, nas próximas edições contaremos com a beleza de algumas modelos de nossa cidade e região, emolduradas por nossas belíssimas paisagens. Boa leitura, e depois entre no site, que agora tem conteúdo inédito.
ZERO AÇÚCAR - E O SOM DA BANDA É DEZ!
18:09
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Formada por adolescentes que curtem rock nacional sem se deixar levar por modismos musicais passageiros, a banda Zero Açúcar já demonstra personalidade em seus dois anos de estrada e prova a sua qualidade ao conquistar um fã-clube apaixonado e que cresce a cada show. O vocalista e guitarrista Iago, o guitarrista Kurty, o tecladista André e a “cozinha” formada pelos irmãos Juan e Mateus, respectivamente baterista e baixista, têm entre 18 e 13 anos. Idade bem diferente de grande parte do público que curtiu a apresentação da banda no anfiteatro da Praça Antonio Raposo, que se estendia entre 8 e 80 anos, graças à performance convincente e o repertório eclético, porém coeso, apresentado pelos rapazes. Batemos um papo com a banda logo no final do show, realizado no dia 28 de abril.
O CARAPEBA - Como surgiu o ZERO AÇÚCAR? E de onde veio o nome da banda?
Iago - Na verdade, o nome da banda não tem um significado concreto. A gente estava procurando um nome que fosse engraçado, diferente, ou que colasse na cabeça das pessoas. Ah, só esclarecendo o que perguntam sempre: ninguém é diabético (risos). A banda existe há dois anos. Eu, Juan e André fazíamos natação juntos, a gente era amigo antes mesmo da banda. O André já tocava piano desde os 8 anos de idade, eu fazia aula de violão e fiquei enchendo o saco do Juan pra ele fazer aula de bateria. Aí, começamos nós três. A gente estava precisando de um baixista, e o Mateus, que é irmão do Juan, se interessou. E depois de um ano de banda, a gente sentiu a necessidade de mais um guitarrista e apareceu o Kurty, e estamos aí até hoje.
OC - O repertório musical do Zero Açúcar é bem diferente das bandas da mesma faixa etária de vocês...
JUAN - Além das nossas músicas próprias, a gente mistura no repertório os sons nacionais mais antigos com músicas de bandas mais novas, e assim nós conquistamos também um público mais velho também, fora a galera da nossa idade.
OC - Uma coisa que chama a atenção de quem acompanha os shows da banda é o apoio das famílias de vocês...
(Todos) - Eles estão sempre juntos, sim.
OC - Então, não são eles que influenciam no repertório?(risos)
Juan - Indiretamente, quem sabe... A “Loiras Geladas”, cover do RPM que a gente acabou de apresentar no show, tocamos pela primeira vez no aniversário da mãe do Iago, especialmente para fazer uma homenagem a ela. Acabou ficando tão legal que a gente botou no repertório.
André - Inclusive, em um concurso de bandas que a gente participou, acredito que nós nos classificamos justamente pela apresentação dessa música.
Iago - Dentro de casa, nossos pais ouvem muito esses sons anos 80 e 90, e a gente acaba gostando também. E essa participação da família é muito bacana, melhora muito. A gente chega em casa depois do show e continua trocando ideias, recebe um milhão de toques sobre a apresentação...
Juan - Em casa, a crítica construtiva ajuda muito, dizendo onde a gente errou e o que precisa melhorar.
OC - E quais são os próximos passos na carreira do ZERO AÇÚCAR?
Juan - Há pouco tempo, nos classificamos pra final regional do Festival “COMBUSTÍVEL”, no qual competem bandas de toda a região sudeste do país, e estamos na expectativa da apresentação, que ainda não tem data definida. Assim que soubermos, a gente avisa pros leitores do O CARAPEBA participarem e torcerem por nós!
O CARAPEBA - Como surgiu o ZERO AÇÚCAR? E de onde veio o nome da banda?
Iago - Na verdade, o nome da banda não tem um significado concreto. A gente estava procurando um nome que fosse engraçado, diferente, ou que colasse na cabeça das pessoas. Ah, só esclarecendo o que perguntam sempre: ninguém é diabético (risos). A banda existe há dois anos. Eu, Juan e André fazíamos natação juntos, a gente era amigo antes mesmo da banda. O André já tocava piano desde os 8 anos de idade, eu fazia aula de violão e fiquei enchendo o saco do Juan pra ele fazer aula de bateria. Aí, começamos nós três. A gente estava precisando de um baixista, e o Mateus, que é irmão do Juan, se interessou. E depois de um ano de banda, a gente sentiu a necessidade de mais um guitarrista e apareceu o Kurty, e estamos aí até hoje.
OC - O repertório musical do Zero Açúcar é bem diferente das bandas da mesma faixa etária de vocês...
JUAN - Além das nossas músicas próprias, a gente mistura no repertório os sons nacionais mais antigos com músicas de bandas mais novas, e assim nós conquistamos também um público mais velho também, fora a galera da nossa idade.
OC - Uma coisa que chama a atenção de quem acompanha os shows da banda é o apoio das famílias de vocês...
(Todos) - Eles estão sempre juntos, sim.
OC - Então, não são eles que influenciam no repertório?(risos)
Juan - Indiretamente, quem sabe... A “Loiras Geladas”, cover do RPM que a gente acabou de apresentar no show, tocamos pela primeira vez no aniversário da mãe do Iago, especialmente para fazer uma homenagem a ela. Acabou ficando tão legal que a gente botou no repertório.
André - Inclusive, em um concurso de bandas que a gente participou, acredito que nós nos classificamos justamente pela apresentação dessa música.
Iago - Dentro de casa, nossos pais ouvem muito esses sons anos 80 e 90, e a gente acaba gostando também. E essa participação da família é muito bacana, melhora muito. A gente chega em casa depois do show e continua trocando ideias, recebe um milhão de toques sobre a apresentação...
Juan - Em casa, a crítica construtiva ajuda muito, dizendo onde a gente errou e o que precisa melhorar.
OC - E quais são os próximos passos na carreira do ZERO AÇÚCAR?
Juan - Há pouco tempo, nos classificamos pra final regional do Festival “COMBUSTÍVEL”, no qual competem bandas de toda a região sudeste do país, e estamos na expectativa da apresentação, que ainda não tem data definida. Assim que soubermos, a gente avisa pros leitores do O CARAPEBA participarem e torcerem por nós!
A chegada de quem ainda não veio
18:06
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Em 2010, muitos de nós participamos de uma campanha daquelas para se vestir a camisa com vontade. Um espécie de “Marcha do Orgulho Araruamense”. Cinquenta anos sem um deputado araruamense nos deixaram ansiosos por demais. E emplacou. Hoje, quase um ano e meio depois de iniciado, e o placar do mandato tão aguardado pelo povo de Araruama do deputado “da terra” Miguel Jeovani ainda está no zero. Seja por falta de competência ou habilidade da equipe que o cerca, ou o reflexo de uma tentativa de entrar no chamado “mundo político” de qualquer jeito, muitos ex-eleitores de Miguel se desiludiram com os resultados práticos de sua atividade parlamentar. A função principal no exercício do cargo de deputado estadual é a de legislar, propor, emendar, alterar e revogar leis estaduais, além de fiscalizar as contas do governo estadual, criar Comissões Parlamentares de Inquérito e outras atribuições referentes ao cargo. Para fazer essas “coisas chatas” e ainda assim aparecer, o camarada tem que ser bom mesmo. Senão fica assim, como diriam os adolescentes, “avulso”, passa despercebido. O que o povo gosta mesmo é de ação, o que teoricamente não combinaria muito com o mandato de deputado. Mas na prática, a coisa é diferente. Acostumados com as propaladas obras “trazidas” há anos pelo nosso deputado “emprestado” Paulo Melo, nós, araruamenses, esperávamos pelo menos o triplo vindo das mãos de um deputado “só nosso”. E nada! Nem um centésimo delas... Na verdade, não cremos que ele não queira buscá-las, afinal ele precisa no mínimo justificar os votos que recebeu. Mas está faltando alguma coisa. Pode ser o mesmo que falta ao atacante do time de futebol que não consegue balançar as redes: habilidade. Ou uma equipe que colabore, fazendo a bola chegar “redondinha” para ele apenas tocar para o gol.
No seu “Inacreditável Futebol Clube” particular, Miguel ainda deu várias “bolas fora”, até hoje não explicadas. Quando questionados, ele e sua assessoria demonstram a mais profunda indignação, mas não respondem. O único barulho que sua equipe faz é na hora de atacar o governo municipal. A coisa mais fácil de fazer no mundo, em qualquer lugar. “Se hay gobierno, soy contra”. É sempre assim, sendo bom ou ruim. Assim como sem resposta ficou a carta aberta publicada aqui na última edição (disponível ainda no site do O CARAPEBA). Não para nós, que a escrevemos, mas para quem votou no deputado e está com a pulga atrás da orelha, pensando: “Será que o Miguel está envolvido nisso tudo mesmo?”. Nem que seja um reconhecimento de erro, ou uma desculpa bem dada (ratificando: DESCULPA BEM DADA). Mais uma vez, não somos nós que queremos essas explicações. A gente aqui, infelizmente, já sabe a resposta.
Depois disso tudo, o partido cogita sua pré-candidatura a prefeito, abrindo mão do seu (nosso?) cargo de deputado para a sua suplente Verônica Costa, a “Mãe Loira do Funk”. Sendo assim, só resta nos conformarmos com o que fizemos antes e o que fizermos daqui para frente. Tomara que pelo menos ela faça um bom mandato, por mais improvável que isso seja.
No seu “Inacreditável Futebol Clube” particular, Miguel ainda deu várias “bolas fora”, até hoje não explicadas. Quando questionados, ele e sua assessoria demonstram a mais profunda indignação, mas não respondem. O único barulho que sua equipe faz é na hora de atacar o governo municipal. A coisa mais fácil de fazer no mundo, em qualquer lugar. “Se hay gobierno, soy contra”. É sempre assim, sendo bom ou ruim. Assim como sem resposta ficou a carta aberta publicada aqui na última edição (disponível ainda no site do O CARAPEBA). Não para nós, que a escrevemos, mas para quem votou no deputado e está com a pulga atrás da orelha, pensando: “Será que o Miguel está envolvido nisso tudo mesmo?”. Nem que seja um reconhecimento de erro, ou uma desculpa bem dada (ratificando: DESCULPA BEM DADA). Mais uma vez, não somos nós que queremos essas explicações. A gente aqui, infelizmente, já sabe a resposta.
Depois disso tudo, o partido cogita sua pré-candidatura a prefeito, abrindo mão do seu (nosso?) cargo de deputado para a sua suplente Verônica Costa, a “Mãe Loira do Funk”. Sendo assim, só resta nos conformarmos com o que fizemos antes e o que fizermos daqui para frente. Tomara que pelo menos ela faça um bom mandato, por mais improvável que isso seja.
A volta de quem não foi
18:01
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Não foi dessa vez que o plano de ser prefeito de Búzios funcionou. Mas para ele, não existe esse negócio de “não deu certo”, no máximo aconteceu uma rápida mudança de planos. Em se tratando de Chiquinho da Educação, nada costuma seguir a lógica ou ser previsível. Amando ou detestando o “cara”, temos que reconhecer: parece que ele nasceu para estar em evidência. Ex-prefeito de Araruama por dois mandatos, ele revolucionou a cidade em sua primeira administração, após recebê-la aos pedaços das mãos do seu antecessor, o “cômico se não fosse trágico” Meira. Ainda assim, foi reeleito por muito pouco depois de um quase empate técnico, em 2004. Se por um lado ele elevou a autoestima da cidade por meio de uma política voltada ao marketing, por outro, criou uma atmosfera de resistência por parte de pessoas de diversas correntes ideológicas, graças ao seu jeito pouco educado de ser. “Se eu não fosse tão escroto, poderia chegar a Presidente da República”, refletiu ele em uma ocasião, durante entrevista. Paradoxalmente, mudou seu nome para Chiquinho da Educação após a reeleição. Nos últimos quatro anos, fez um governo considerado “meia-boca” por muitos, no qual o marketing criado por ele dava sinais claros de desgaste, o que lhe rendeu uma grande rejeição ao final do seu governo, no qual as dívidas chegaram ao descontrole total. A crise era tanta que gerou uma briga à parte na última eleição majoritária: os então candidatos André Mônica, posteriormente eleito, e o derrotado Miguel Jeovani acusavam um ao outro de serem apoiados por Chiquinho. Finalmente, ele resolveu disputar a eleição em Búzios, a cidade que ele já pretendia residir ao término do seu mandato, inclusive sendo acusado de construir sua mansão utilizando operários da prefeitura de Araruama durante o expediente, o que lhe rendeu um processo no qual ele alega inocência.
Em 2012, após chegar lá do nada e fazer tanto barulho a ponto de ser cotado como um dos prefeitáveis na terra que Brigitte Bardot ecoou pelo mundo, foi crescendo a possibilidade da inelegibilidade para o cargo pretendido, graças a esse e outros vários processos jurídicos. Em maio, Chiquinho anuncia sua desistência à prefeitura de Búzios e volta para Araruama para ajudar na pré-campanha a prefeito de seu irmão, o empresário João Ribeiro, que resolveu se lançar na política. Como fator decisivo para tal mudança de direção, ele anuncia que tem um câncer na garganta, igual ao do ex-presidente Lula. Em tom misericordioso, Chiquinho pede orações a todos, amigos e inimigos. Segundos depois, quase sem perceber, muda de postura e não poupa ninguém de seus já conhecidos ataques verbais e chamamento para a briga (física, inclusive).
Os muitos amigos e inimigos que colecionou durante essa saga (e são muitos, de ambos os lados), não têm dúvidas apenas de uma coisa: é difícil segurar esse cara. Então, mais adequado do que a campanha “Força, Chiquinho!”, que menospreza a sua conhecida disposição para o embate, seria lançarmos a campanha “Some enquanto é tempo, tumor!”.
Em 2012, após chegar lá do nada e fazer tanto barulho a ponto de ser cotado como um dos prefeitáveis na terra que Brigitte Bardot ecoou pelo mundo, foi crescendo a possibilidade da inelegibilidade para o cargo pretendido, graças a esse e outros vários processos jurídicos. Em maio, Chiquinho anuncia sua desistência à prefeitura de Búzios e volta para Araruama para ajudar na pré-campanha a prefeito de seu irmão, o empresário João Ribeiro, que resolveu se lançar na política. Como fator decisivo para tal mudança de direção, ele anuncia que tem um câncer na garganta, igual ao do ex-presidente Lula. Em tom misericordioso, Chiquinho pede orações a todos, amigos e inimigos. Segundos depois, quase sem perceber, muda de postura e não poupa ninguém de seus já conhecidos ataques verbais e chamamento para a briga (física, inclusive).
Os muitos amigos e inimigos que colecionou durante essa saga (e são muitos, de ambos os lados), não têm dúvidas apenas de uma coisa: é difícil segurar esse cara. Então, mais adequado do que a campanha “Força, Chiquinho!”, que menospreza a sua conhecida disposição para o embate, seria lançarmos a campanha “Some enquanto é tempo, tumor!”.
“Pode isso, Arnaldo?”...
17:54
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Perguntaria isso com certeza o Galvão Bueno, se aqui estivesse. Tecnicamente, não sei se isso é campanha política extemporânea. Mas se o que a gente assistiu durante todo o dia 17 de maio em Araruama não for, eu desisto de entender as regras. Não eram eventos restritos, e sim, apelativos à participação da população. De um lado, no restaurante Bella Bel, o evento “Volta,Chiquinho”, estrelando, o próprio - Chiquinho da Educação. Na verdade, ele não pode se candidatar a nada por aqui, pois seu domicílio eleitoral é em Búzios, e o seu retorno tem como objetivo apoiar a pré-candidatura a prefeito de seu irmão, o empresário João Ribeiro. Alguns metros à frente, no diretório do PR local, em cuja fachada fica evidente que o presidente se chama Miguel Alves Jeovani, graças a um letreiro gigantesco que propagandeia o nome do deputado-possível-pré-candidato-a-prefeito, outro grupo aguardava a chegada do ex-governador Garotinho e o presidente local para um autodenominado “Grande Encontro Político”. Não é coincidência a marcação de dois eventos simultaneamente. Foi uma queda-de-braço política, na qual todos os envolvidos se empolgam, mas ninguém ganha nada com isso e alguns ainda se “queimam”, assim como os fogos de artifício que estouraram durante todo o dia e noite, fazendo barulho, chamando a atenção por um instante, e depois, sumindo. No único placar que pudemos contabilizar, Chiquinho ganhou fácil: um número bem maior de pessoas em sua reunião, incluindo aí gente do povo mesmo, encheu o restaurante e o entorno. Na sede (não “sêde”) do PR, encontrava-se o “grupo” e pouquíssimos populares. A fórmula do Chiquinho realmente é bem melhor: comes e bebes no começo, seguido pela apresentação do showman da política, no qual o personagem ora é da Educação, ora se transforma no Atacadão, arrancando risos e lágrimas de seus fãs e surpreendendo muitos que não conhecem o roteiro do espetáculo. E a receita “ex-governador Garotinho + cachorro quente no final” já não faz o sucesso de outrora.
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